Quarta-feira, Junho 06, 2007

Saber olhar, saber ver

"Uma mulher, vivia com o seu marido, com todo o conforto no seu lar. Não tinha, nunca, tentado arranjar uma ocupação fora de casa, mas queixava-se frequentemente ao marido da vida desinteressante que levava, apenas ocupada com o trabalho doméstico. A única distracção que lhe dava prazer era comentar a vida dos seus vizinhos.
Certo dia, estando à janela, descobriu que a casa do outro lado da rua tinha novos habitantes. Quase resmungando, comentou para o marido que a vizinha estendia a roupa ainda suja, com nódoas. Se fosse ela a roupa estaria impecavelmente lavada; aquilo era uma vergonha.
No dia seguinte sucedeu a mesma coisa. Ao terceiro dia, ela comentou com o marido que finalmente a vizinha tinha percebido como lavar a roupa como deve ser. O marido então, calmamente, apenas lhe disse que ele tinha lavado as janelas de casa"

Acerca de mim

'Não sou nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo...' foi mais ou menos assim que escreveu Fernando Pessoa e eu também

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